Tanto se assunta, hoje em dia, com grau de mais alta censura, a cerca de nossos preconceitos. Enquanto valores pré-concebidos, sejam negativos – o que temos, tradicionalmente, por preconceito – ou positivos – a exaltação irracional de certos aspectos, relacionando, por incoerência, X a Y (bem trajado, fala bem, de boa reputação, é educado, logo, é gente de caráter), pré-conceito constitui em atraso para o desenvolvimento da Civilização.
Não podemos, no entanto, confundir a opinião formada com base empírica (por mais assustadora que se apresente) com os juízos formulados a priori de qualquer experimentação de vida. Presumir que o carro a empacar toda uma avenida é conduzido por uma velhinha não é exatamente um preconceito. Indícios oriundos das estatísticas formuladas no dia a dia não são suposições infundadas.
Outra confusão pertinente: preconceito não se manifesta, necessariamente, na forma de coerção; nem é esse, de absoluto, fruto do primeiro. Quantos racistas, homofóbicos, chauvinistas em geral temos escondidos em “homens de bem” que, não raro, pela latente consciência, envergonham-se de sua condição atávica e se esforçam para não demonstrar sua fraqueza moral (o pré-juízo de valores).
Mais a respeito da coerção: ela não é sempre um mal para a sociedade; nem são poucos os casos em que ela contribui para o desenvolvimento da raça humana. Valer-me-ei de exemplos concretos: as campanhas contra doenças venéreas e em combate ao crack.
youtube.com/watch?v=wEGy1GfTbCw
Gente junta, a sorrisos – é assim que as agências de publicidade contratadas pelo governo pretendem impedir que os muleques encostem a boca na lata amassada?
Não podemos, no entanto, confundir a opinião formada com base empírica (por mais assustadora que se apresente) com os juízos formulados a priori de qualquer experimentação de vida. Presumir que o carro a empacar toda uma avenida é conduzido por uma velhinha não é exatamente um preconceito. Indícios oriundos das estatísticas formuladas no dia a dia não são suposições infundadas.
Outra confusão pertinente: preconceito não se manifesta, necessariamente, na forma de coerção; nem é esse, de absoluto, fruto do primeiro. Quantos racistas, homofóbicos, chauvinistas em geral temos escondidos em “homens de bem” que, não raro, pela latente consciência, envergonham-se de sua condição atávica e se esforçam para não demonstrar sua fraqueza moral (o pré-juízo de valores).
Mais a respeito da coerção: ela não é sempre um mal para a sociedade; nem são poucos os casos em que ela contribui para o desenvolvimento da raça humana. Valer-me-ei de exemplos concretos: as campanhas contra doenças venéreas e em combate ao crack.
youtube.com/watch?v=wEGy1GfTbCw
Gente junta, a sorrisos – é assim que as agências de publicidade contratadas pelo governo pretendem impedir que os muleques encostem a boca na lata amassada?
youtube.com/watch?v=lDJjYPrRAvk
É assim que virá – involuntariamente – a cabeça do embriagado, em uma noite de carnaval, o sentimento de obrigatoriedade no uso do preservativo?
Mais persuasivo seria a imagem de seres raquíticos, em momentos de desespero, acumulados com o lixo das grandes cidades ou nos leitos do SUS – é o que alguns leitores sugeririam, frente minha indagação. Não posso discordar. Alertar de qualquer perigo é, indiscutivelmente, amedrontar. Afinal, que homem ou mulher, em pleno uso de sua razão, não teme a AIDS, um acidente de carro, ou que seus amigos menos ajuizados percam-se para alguma substância – mais gasolina e querosene que basta base, ao contrário de que as matérias sobre o tema fazem parecer (levando aquele que consome cocaína a crer no crack como mais uma droga para o rol das pesadas).
Não basta. O discurso dessas campanhas de conscientização alerta sobre um mal que, na concepção dos autores, é a droga, a doença. “Quem, ao brincar sem camisinha, contrai mal venéreo, é vítima”; “assim como o usuário, que optou por – pelo menos – experimentar”. Pois bem, não devemos conceder a ninguém a presunção de que nunca ao menos ouviu falar do caso de famílias destruídas, com todos os objetos da casa trocadas por pedra – em quase todos os casos, o usuário vem de meios em que tais casos são largamente sabidos.
Quem não sabe que, na AIDS, encerra-se a morte e, talvez pior, a vida indigna. A piedade sobre esses não deixará de subsistir – afinal, não somos fascistas. Mas, devemos os ter, mais que vítimas, como agentes da desgraça. Sobre quem não usa preservativo, fuma crack, entorpece-se e dirige, deve recair o que lhes é cabido em condenação. A opinião geral, mais que pública (leia-se mídia), mas do povo, deve, mais que os censurar, condená-los. Quando estiverem em um patamar próximo dos assassinos, estupradores e toda sorte de degeneração espiritual, mais brasileiro pensarão duas vezes antes de destruir a vida de vários ao seu redor e despender o dinheiro suado que pagamos para o Estado cuidar de enfermos, viciados e aleijados no trânsito – esses sim, tão-só vítimas.
É assim que virá – involuntariamente – a cabeça do embriagado, em uma noite de carnaval, o sentimento de obrigatoriedade no uso do preservativo?
Mais persuasivo seria a imagem de seres raquíticos, em momentos de desespero, acumulados com o lixo das grandes cidades ou nos leitos do SUS – é o que alguns leitores sugeririam, frente minha indagação. Não posso discordar. Alertar de qualquer perigo é, indiscutivelmente, amedrontar. Afinal, que homem ou mulher, em pleno uso de sua razão, não teme a AIDS, um acidente de carro, ou que seus amigos menos ajuizados percam-se para alguma substância – mais gasolina e querosene que basta base, ao contrário de que as matérias sobre o tema fazem parecer (levando aquele que consome cocaína a crer no crack como mais uma droga para o rol das pesadas).
Não basta. O discurso dessas campanhas de conscientização alerta sobre um mal que, na concepção dos autores, é a droga, a doença. “Quem, ao brincar sem camisinha, contrai mal venéreo, é vítima”; “assim como o usuário, que optou por – pelo menos – experimentar”. Pois bem, não devemos conceder a ninguém a presunção de que nunca ao menos ouviu falar do caso de famílias destruídas, com todos os objetos da casa trocadas por pedra – em quase todos os casos, o usuário vem de meios em que tais casos são largamente sabidos.
Quem não sabe que, na AIDS, encerra-se a morte e, talvez pior, a vida indigna. A piedade sobre esses não deixará de subsistir – afinal, não somos fascistas. Mas, devemos os ter, mais que vítimas, como agentes da desgraça. Sobre quem não usa preservativo, fuma crack, entorpece-se e dirige, deve recair o que lhes é cabido em condenação. A opinião geral, mais que pública (leia-se mídia), mas do povo, deve, mais que os censurar, condená-los. Quando estiverem em um patamar próximo dos assassinos, estupradores e toda sorte de degeneração espiritual, mais brasileiro pensarão duas vezes antes de destruir a vida de vários ao seu redor e despender o dinheiro suado que pagamos para o Estado cuidar de enfermos, viciados e aleijados no trânsito – esses sim, tão-só vítimas.
“Coagir”, esse é o nosso grito de guerra e princípio para a ação. A piedade não o contradiz. Desumano seria passar a mão na cabeça. Fora da disciplina, não há liberdade.
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